Reciclagem

A querida Ana Laura Rabelo, a Sweet AL, se derrama em palavras cantantes e nos dá de presente, mais um lindíssimo texto seu.

Aliás, metendo o meu bedelho, este texto também poderia se chamar " E quem nunca?"

O susto a tomou quando percebeu que já era meio de maio!

O apelo indolente que havia deixado que a levasse até então esvaiu-se quando percebeu que precisava fincar os pés e caminhar mais decidida e organizar-se para colocar em prática o que por tanto tempo esperou. Há aquele tempo certo para começar, e ela deixou-se ralentar para que estocasse força decisiva para quando a hora chegasse.

O fim de um ciclo!

Depois de tanto tempo, entendeu finalmente que existe razão para a espera. Durante o período longo que ficou se doando, pode voltar-se para si e descobrir-se. Quanta coisa guardada! Quanto esquecimento e quanto desconhecimento de si mesma. A correria dos dias, a inexatidão das decisões, a vida às cegas deu lugar à consciência e aí percebeu que isso leva muito tempo para ser recuperado, e que é trabalho para o resto do dias.

O melhor foi ter se livrado do peso das visões de fora moldando-a e incomodando-a, agora é a sua visão de si mesma e finalmente clara, nada embaçada. Sabe quando dizer não, e o diz sem medo, e quando diz sim sabe que o diz não por conformar-se ao que esperam dela, mas porque o quer.

Ter permitido que a indolência a tomasse por mais de meio ano foi prazeroso! Agora ela sabe que o que vem à frente é para ela e passará assim como passou os meses de vácuo produtivo. Nisso também pode-se aprender muito, em não ter que produzir alguma coisa ou realizar ações em completo estado de automação repetindo o padrão como fez em grande parte da vida. Cansou-se do padrão. Quem pode ser feliz correndo atrás de um padrão genérico, impessoal e cansativo? Rompeu com ele.

Não ter que comer comedidamente por exemplo, ainda que custasse roupas bem mais apertadas, depois de uma vida com medo de ter apetite e regulando-o para poder estar sempre apta para encaixar-se no padrão, não ter que matar-se de correr medindo quilômetros e calorias pelo mesmo motivo foi um descanso. Notou que comia alguns alimentos só por comer, porque todo mundo comia e porque sempre foi assim. Aboliu-os. Estava descobrindo qual era a quantidade correta que comia sem estufar-se, sensação que vinha se repetindo depois do período do “deixa cair”, e sem ficar com buraco no meio por causa do controle. Foi assim durante tanto tempo em extremos!

Viveu boa parte sem entender as necessidades de seu próprio corpo por causa das privações às quais o submeteu, por isso acabou se confundido, agora ouvia sua voz, sabia quando era fome e quando era vontade de besteira, e o nutria de maneira amorosa, com respeito; e exercitar-se à sua maneira passou a dar prazer. Sem obrigação, sem imposição. Além disso definiu o que gostava e o que não gostava de vestir, limpou o armário, manteve somente o que gostava muito e o que sabia que a deixava bonita, o que a traduzia. Baniu tudo que fosse excedente. O necessário era bem menos que o desejado. A bagagem estava ficando mais leve! Entendeu que era a maturidade abrindo seus olhos e rompendo com tantas amarras. Estava pronta para gozar essa novidade intensamente!


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Delícias da Vida: minha família - marido e filhas, minha casa que é o melhor lugar e ...  viagens!

As Filhas, sempre por perto, nem que de vez em quando, virtualmente.

Em casa, a Mesa posta com carinho, boa Comida, um Vinho ou Borbulhas geladas e Gente Querida!!!

Nos planos, sempre um Novo Destino e em Boa Companhia!

É disso que falo aqui: Estilo com Inspiração, Criatividade, Talento, Ideias, Inovação, Paixões, Originalidade .... Experiências!

Já passei dos 50, sou de Capricórnio com ascendente em Aquário e, assim, estou cada vez mais Leve e querendo Compartilhar as Boas Coisas da Vida!

 

 
Escrito por Mia Athayde  
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